Conhecimento

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Mesmo que nunca nos renda dinheiro ou reconhecimento, saber das coisas altera o nosso olhar e dá muito mais sabor a tudo. Ele aumenta a nossa empatia com quem exerce a atividade, nos faz refazer- ainda que bem fantasiosamente – o caminho percorrido para chegar àquele resultado, nos permite entender o que é tecnicamente difícil e que se tornou fácil pela maestria do artista, nos faz perceber o que vai além da técnica e mostra quem está por detrás, qual a sua expressão. O mesmo fenômeno pode ser banal ou pode nos mostrar algo brilhante, dependendo do conhecimento de quem o olha. Como na primeira vez que vi este video:

 

Eu não gosto de Fórmula 1. Na época áurea de Fórmula 1, quando os brasileiros realmente ganhavam, eu acompanhava uma coisa e outra por causa do meu irmão, que assistia tudo. Tinha uma simpatia muito grande pelo Piquet, numa época que quem era Piquet não era Senna e vice-versa. Vi esse video que mostrava a ultrapassagem do Piquet sobre o Senna e percebi nele apenas mais uma ultrapassagem… Até que o Luiz me explicou que Piquet fez o impensável ao ultrapassar Senna numa curva, por fora. Ele teve que segurar o carro no braço, porque não tinha controle de tração, eletrônica, nada. Por isso a tal história de fazer looping com um Boeing. Se até um videozinho de corrida fica mais interessante com explicação, imagine todo o resto da existência.

7 comentários em “Conhecimento”

  1. Outro esporte que eu tenho grande ojeriza é a fórmula 1. A meu ver, o esporte que legitima a regra do doping e faz dela sua razão de ser. Por isso ganha-se sempre a mesma panelinha de marcas de carros onde há mais grana para investimento em tecnologia e inovações mecânicas. Se no futebol tem máfia, na fórmula 1 então, nem se fala.

    Evito ficar perto de algum amigo ou conhecido adepto da teriorização sobre os grandes lances do futebol e da corrida. A gente acaba por ficar bambeado mesmo, quando uma apreciação de ótima argumentação nos mostra o chute certeiro, a ultrapassagem matematicamente calculada. Esses dias quase estava por deixar-me convencer de que uma série de vetores fortuitos é capaz de transformar uma gingada de cintura, um pulo por sobre um adversário caído, e um arremesso de pé da bola até o centro da rede equivalia em realização do espírito humano à Nona Sinfonia.

  2. Também acho F1 o fim, Charlles. É uma festa de tecnologia, de quem consegue pagar mais pra fazer o melhor carro. Das coisas mais chatas já criadas.

    “Desde que o Michael Jackson morreu, a F1 acabou pra mim”, Milton. (mentira, muito antes)

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