Pina Bausch: bela e visceral, trágica e esperançosa, sua arte renasce em filme

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O filme Pina, de Wim Wenders, era para ser feito em parceria com Pina Bausch, que descobriu em si um câncer cinco dias antes das filmagens e morreu dois dias antes do início delas, em 30 de junho de 2009. Wenders desistiu imediatamente do projeto mas foi convencido pelos bailarinos da coreógrafa a ir em frente. Assim, Pina é, na verdade Ein film für Pina Bausch. A tradução do tíitulo para Pina, simplesmente Pina, no Brasil, é um empobrecimento do original: Um filme para Pina Bausch. Pois é isto mesmo, trata-se de um filme dedicado a Pina Bausch, uma homenagem. O resultado — que está em cartaz nas maiores capitais brasileiras — é excelente. O filme traz entrevistas com seus colaboradores e conta um pouco da trajetória da artista, mas, principalmente, permite que o público tenha a experiência de ver o seu trabalho. Foi filmado em 3D, o que finalmente dá sentido à existência dessa tecnologia. Pina já tinha experiência no cinema: atuou em La Nave Và (1983), de Fellini; colaborou com Almodóvar em Fale com ela (2002); foi tema de documentários, com destaque para Un jour Pina m’a demandé (Um dia Pina me perguntou), de Chantal Ackerman, e dirigiu um filme, o perturbador Die Klage der Kaiserin (O Lamento da Imperatriz, 1990).

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