Nietzsche, por Viviane Mosé

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O que eu sabia a respeito de Nietzsche, antes desse vídeo, era o que um professor meu havia dito numa aula: “Nietzsche foi um cara que quando todo mundo aplaudia a modernidade nascente, disse que aquilo não ia prestar. Mesma coisa que nasce um bebê lindinho e enquanto está todo mundo em volta, a pessoa diz ‘isso daí? Olha a cara dele, vai ser marginal, vai ser um Hitler’ “

A paixão com que Viviane Mosé fala da filosofia de Nietzsche, torna extremamente interessante esta palestra. O uso frio e estrito da razão, mas sem paixão ou sentimentos, deixa a vida amorfa, incompleta e sem sentido.
Então, estas coisas devem se combinar e também interferir uma na outra, com os riscos inerentes, não? (Alexandre Constantino, pelo Facebook)

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9 thoughts on “Nietzsche, por Viviane Mosé

  1. Infelizmente, tanto a Viviane Mosé quanto o Clóvis de Barros pecam muito quando falam de Nietzsche. Até hoje, a melhor análise de Nietzsche que eu já vi vem da filósofa brasileira Scarlett Marton, professora da USP. Ela tem vários artigos acadêmicos, livros e até mesmo palestras e entrevistas no YouTube sobre Nietzsche, bem acessíveis. Recomendo a leitura. Nietzsche é um clássico indispensável para quem quer conhecer o nosso presente, o nosso passado e a forma como alguns dos nossos valores se tornaram vazios.

    • Sério? Gostei tanto dos vídeos dos dois… Comecei a ler Crepúsculo dos Ídolos justamente pela recomendação do Dr. Clóvis e estou achando bem difícil ser sem explicações prévias. Darei uma olhada na tua sugestão, até pra entender o que há de diferente.

      • Sim, eu também utilizei as aulas do Clóvis para começar a ler os livros do Nietzsche. O problema é que ele acaba apelando para o lado motivacional, que não é a intenção de Nietzsche. A teoria do eterno retorno, por exemplo: em uma aula do Clóvis, ele fala que fazer o que sempre nos dá prazer, repetir os momentos que nós não queremos que terminem, é o que Nietzsche aconselhava com a teoria do eterno retorno. No entanto, o que Nietzsche dizia é que com o avanço da tecnologia, com a disseminação da ideia do “tempo produtivo”, a repetição seria a única forma de se “sair do tempo”. Por isso o eterno retorno. Posso pegar dois copos d’água, encher um de água, depois encher o outro com a mesma água, e ficar repetindo o movimento o dia inteiro. Não é algo que me dê prazer, mas é algo que me tira do tempo, me tira da angústia do presente, que é construir um futuro e criar narrativas para o passado. Existem muitos autores que não concordam com isso (como Deleuze, por exemplo). Mas é uma discussão ampla, bastante técnica, mas que nem por isso é inacessível.

        A Viviane Mosé é especialista em Nietzsche, mas ela vai pro lado menos filosófico dele, que acaba resultando em alguns equívocos, como tornar Nietzsche um tanto trágico e às vezes até pessimista — Nietzsche era extremamente otimista, ele procurou de todas as formas ser o oposto de Schopenhauer. Mas se fosse para escolher um dos dois, ainda ficaria com a Scarlett Marton hahahahahah além de ser uma ótima pesquisadora, é bem acessível, se você tiver alguma dúvida sobre as leituras, é só falar com ela, que sempre esclarece tudo, ou pelo menos indica um caminho.

        Enfim, acabei me alongando um pouco, é que Nietzsche é um dos meus autores favoritos em filosofia. Boa sorte com as leituras! 🙂

        • Que comentário lúcido e abrangente, Giovane Martins! Exatamente como eu vejo Nietzsche. Sua saga, sua determinação, são estimulantes, embora ele sequer pensasse em ser assim, como muitos interpretam, um autor de livros de auto ajuda. Claro que seus aforismos, são energizantes, catalizadores de ás vezes, forças que nem sabemos ter, e que entram em funcionamento à medida que consigamos entender a essência de seu propósito.
          E, Nietzsche,é em sim mesmo essa essência!^Sou um leitor indisciplinado, leio várias obras ao mesmo tempo, vejo vídeos,filmes, leio seus aforismos, tudo ao mesmo tempo. Adoro fazer isso.

  2. Pingback: Um certo probleminha com a ficção científica | Caminhando por fora

  3. Para mim uma visita aos três se mostrou muito interessante. Abordagens distintas do pensamento de Nietzsche…Me ajudou a formar um mosaico e digerir melhor a sua obra…

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