Blogagem coletiva em apoio à Fundação Dorina Nowill

Quando li sobre essa postagem coletiva, o nome da fundação me soou imediatamente familiar. Me lembro de ter procurado esse nome do google para escrever corretamente. Isso porque um dos meus primeiros entrevistados – e o primeiro a aparecer no livro, que está em ordem decrescente da quantidade tempo em que está cego – foi para lá em busca de ajuda. Porque ele ficou cego de repente e aqui em Curitiba não havia onde procurar ajuda. Sua família tinha condições financeiras para lhe oferecer o melhor, por isso ele foi até São Paulo, para a Fundação Dorina Nowill, para aprender a se readaptar.

Isso foi há muito tempo, e hoje o nosso Institudo dos Cegos tem como oferecer apoio à essas pessoas. E existe também a Associação dos Deficientes Visuais do Paraná. A Biblioteca Pública do Paraná possui um grande acervo em braille e audio-livros, grande parte dele feito com a ajuda de voluntários. Pela sua história e qualidade, o instituto Dorina Nowill continua como referência a todos aqueles que sofrem com a deficiência visual – o que inclui cegos, pessoas com visão residual, amigos, familiares e educadores. Como a pesquisa que fiz sobre o assunto me levou a perceber, as pessoas tendem a olhar a questão da cegueira de maneira esteriotipada. O cego é visto como um coitado, que quando muito precisa de educação especial. A cegueira é apenas uma parte da vida dessas pessoas. Os cegos querem comida, diversão e arte – eles querem a mesma coisa que eu e você.

Pra ajudar as pessoas a lembrarem dessa questão, estamos fazendo essa blogagem coletiva. Você, blogueiro, pode fazer um post onde conste o endereço da Fundação Dorina Nowill e avisar aqui. Outra forma de participar é clicar em um dos links que coloquei ao longo do texto, ou quem sabe procurar entidades que trabalhem com cegos no seu estado e fazer uma doação. Existem muitas formas de doar: pode ser tempo, dinheiro ou solidariedade.