Julgamento e punição em Black Mirror

Eu acredito que a série Black Mirror já virou uma referência cultural obrigatória. As três temporadas disponíveis (até a publicação deste post) possuem episódios com histórias e durações diferentes, que fazem pouca ou nenhuma referência entre eles, mas tem em comum o uso da tecnologia. Às vezes a tecnologia está implantada nos corpos dos personagens, mas sempre está nas vidas. É também através da tecnologia que existem as redes sociais, que tem como característica o imediatismo e a possibilidade de um julgamento público. É sobre as questões levantadas na série acerca de julgamento e punição que eu gostaria de falar. Antes de continuar, o spoiler alert obrigatório: falarei sobre os episódios indistintamente, entregando a história, então não leia se quiser descobrir sozinho.

Acho que o episódio punitivo por excelência é do Urso Branco (episódio 2, 2º temporada). Uma mulher acorda sem memória, num mundo dividido entre presas, caçadores e uma multidão de indiferentes que gosta apenas de olhar enquanto os dois primeiros grupos morrem. Depois de um dia terrível, descobrimos que tudo aquilo não passa de um imenso teatro televisionado que tem por objetivo punir a moça, que havia sido responsável pelo sequestro seguido de morte de uma criança. Várias coisas que ela foi encontrando ao longo do dia faziam referência à sua história, apesar de ela não lembrar porque teve a memória apagada: o símbolo usado nas telas, a fuga na floresta, cordas de enforcamento, imagens pelo celular, o termo Urso Branco. Depois de tudo revelado, ela é colocada de volta e entendemos que ela vive aquilo em looping, como punição. O mais chocante é quando vemos, depois dos créditos, a diversão que aquilo se torna àqueles que fazem o papel de público e pagam ingresso. Há até um carro especial que torna possível vê-la e odiá-la enquanto está amordaçada e confusa numa cadeira. Como ela é claramente culpada, então está liberado torturar e se divertir com isso.

Acho que não foi por acaso que as histórias que envolvem punição tem crianças envolvidas, porque ninguém nos parece mais monstruoso do que aquele que fere crianças. No Manda Quem Pode (episódio 3, 3º temporada) – o episódio menos futurista de todos – vemos um adolescente ser chantageado e, junto a outras pessoas também chantageadas, ter seus limites testados. O maior medo dessas pessoas é ter seus segredos revelados; no caso do adolescente, um vídeo onde se masturba. Com o que conhecemos a respeito dele e suas dificuldades de relacionamento, seu medo parece bastante coerente. Apenas no final o espectador fica sabendo que não foi uma masturbação qualquer: ele estava vendo pornografia infantil. Até então, tínhamos pena dele. Esse final parece lançar a pergunta: você continua com pena? Sendo o adolescente um provável futuro pedófilo, ele mereceu ou não o que fizeram com ele? A chantagem, nesse caso, adquire ares de justiça porque tendemos a dizer que Sim, que quem faz mal a uma criança é um monstro que merece sofrer. Nos minutos finais do Natal (episódio 4, 2º temporada), o policial se permite torturar por puro sadismo o duplo do assassino confesso que deixou uma criança morrer. Uma criança que ele pensou durante anos que fosse sua filha e que morreu por negligência e não por maldade deliberada. Ou seja, vemos o argumento da punição adquirir sutilezas: fazer mal a uma criança é sempre monstruoso ou existem gradações? A natureza do mal e como combatê-lo é um tema discutido no Engenharia Reversa (episódio 5, 3º temporada). Ao fazer com que os policiais vissem o seu alvo como “baratas”, desfigurados, meio zumbis, retirando deles a humanidade até mesmo nos cheiros e fluidos, tornava seu trabalho mais fácil – isentava da culpa de matar um igual. Retirar do outro a sua humanidade permitia devolver o mal com mais mal e violência. No episódio o olhar dos policiais era alterado por um aplicativo, mas cabe lembrar que, por definição, toda cultura é uma forma de olhar.

Black Mirror aponta as redes sociais como um amplificador imediato das vozes da maioria. E se as pessoas fossem avaliadas constantemente pelos outros e as que fossem melhores pessoas fossem premiadas pelo seu bom comportamento? Essa é a premissa, que à princípio soa como muito válida, do Queda Livre (episódio 1, 3º temporada). Nesse mundo, as cinco estrelinhas com que avaliamos alguns serviços são extrapoladas e entram como critério em valores de alugueis, passagens de avião, convites para festas. A personagem, na sua ansiedade em agradar, acaba se tornando irritante pelo seu visual rosa, sorriso constante e um tom de voz bonzinho – ansiedade essa presente em quase todos à sua volta, o que dá um tom falso e meio histérico às interações no episódio. Mesmo esse esforço constante não impede que a personagem receba avaliações negativas, algumas por circunstâncias injustas, como esbarrar em alguém na rua ou ser mal atendido. Essa pressão de agradar a maioria é manipulada pelo sequestrador do antológico Hino Nacional, o episódio 1 da 1º temporada. A princípio, ninguém achava que o primeiro ministro deveria ceder à pressão de fazer sexo com um porco, mas todos mudam de ideia após a divulgação do vídeo do sequestrador retirando o dedo da princesa. O que antes era absurdo se torna uma obrigação. Depois ficamos sabendo que o dedo não era da princesa e que ela foi solta antes mesmo do primeiro ministro se submeter às exigências. O sequestrador sabia que, ao contrário da história de Lady Godiva, o país pararia para ver aquilo – chocado, indignado, mas morbidamente curioso e sem poder ficar de fora do “acontecimento do ano”.

Numa visão bastante pessimista do que são as opiniões da maioria, em Black Mirror elas tendem pro imediatista, manipulado, violento e pornográfico. Quando começa o Quinze Milhões de Méritos (episódio 2, 1º temporada), a primeira sensação é que o protagonista, Bing, é alguma espécie de condenado, por ter que viver num espaço tão pequeno e ser forçado a assistir uma programação que claramente não é escolhida por ele. Depois descobrimos que não é assim, que o que nos parece castigo é uma forma de vida até mesmo privilegiada. Ele e os outros são os sujeitos que passivamente alimentam uma engrenagem complexa de consumo que não entendemos ao certo, mas que tem como um dos ideais estar dentro da tela, ser famoso, principalmente por ter triunfado numa espécie de X Factor. Cada um, dentro de seu cubículo, participa virtualmente da platéia desse programa, e é essa platéia que pressiona a jovem Abi a se submeter aos jurados que não a vêem como cantora e sim como uma excelente futura pornstar. Insensíveis à beleza e à pureza, como diria o protagonista mais adiante, a platéia se baseia apenas nos seus desejos e curiosidade para submeter a moça à industria pornográfica. Quando, mais tarde, Bing aparece no mesmo programa para ter voz e denunciar o modo de vida massificante e vazio a que todos estão submetidos, ele mesmo se torna uma estrela – seu discurso é aproveitado e esvaziado pelo próprio consumismo que ele tentou combater. Impossibilitado de salvar a todos, ele opta por salvar apenas a si mesmo.

O vilão de Odiados pela nação (episódio 6, 3º temporada) é justamente alguém indignado com a truculência da maioria e que procura fazer com que o ódio que ela nutre pelos inocentes da vez se volte contra elas. Usando abelhas eletrônicas, ele condena à morte todos aqueles que, irresponsavelmente, condenavam à morte pessoas que recebiam destaque negativo nas redes sociais. Com esse pressuposto de que quem deseja a morte merece morrer, isso promoveria uma verdadeira limpeza, apenas os maus seriam atingidos pelas abelhas. Novamente a encontramos a noção de mérito e eugenia, mas desta vez contra aqueles que normalmente são platéia. Mas, se as abelhas atacaram apenas os indivíduos violentos, por que no final do episódio vemos uma multidão furiosa em torno do carro da policial encarregada do caso? O assassino, ao condenar a morte todos os que usavam a hashtag mortífera, agiu dentro da mesma lógica daqueles que pedem chacinas e extermínio de condenados: como se a maldade fosse isolável, presente em alguns indivíduos e não em outros, e com a morte dos que possuem essa característica, ela seria eliminada da mesma forma que se isola e elimina uma doença. Não funcionou no episódio, nunca costuma funcionar em sociedade. A maldade, como mostraram os episódios anteriores, está difundida, massificada, recheada de desejos e ignorância, representada por uma multidão anônima que não tem noção e nem responsabilidade por suas consequências.

 

A REVOLUÇÃO VIRAL – Como um grupo cultural previamente tido como irrisório mudou a balança política do país da noite para o dia

Por Rafael Savastano

Tem sido impossível desgrudar da TV e da internet na última semana. E, por incrível que pareça, não é por causa da Copa das Confederações, que tem sido vendida como um ensaio geral para a Copa do Mundo de 2014. Ao contrário do que até o mais insano dos insanos poderia prever, os últimos dias viram a eclosão de um movimento político popular como o país não via há mais de 20 anos, bem no meio de uma edição de gala, em solo nacional, de um evento esportivo que o senso comum sempre ditou ser um grande alienador das massas. De lá para cá, tenho lido e assistido inúmeras análises, opiniões, palpites, até mesmo os bons e velhos “chutes” por parte de toda sorte de cientistas políticos, catedráticos, medalhões da mídia, etc. Tenho visto todas as esferas de poder, de todos os partidos, apavorados como se estivessem saindo do banho e encontrassem um urso feroz e faminto no meio do banheiro, no caminho da porta. Atordoados, eles tiveram que rever suas agendas políticas no susto sem nem ao menos entender como um urso daquele tamanho passou pela porta sem que eles notassem. A grande diversão da minha vida nos últimos dias tem sido imaginar o teor das reuniões de cúpula emergenciais que foram convocadas do Oiapoque ao Chuí. E mesmo agora, que a reivindicação inicial da turba foi atendida com um misto de contragosto e derrota pelos governantes das principais metrópoles do Brasil, ninguém ainda conseguiu entender a essência do movimento.

Bem, eu não sou cientista político, nem filósofo, e muito menos catedrático. Mas eu sou um integrante do que provavelmente foi o elemento chave que inverteu a ordem das coisas, um grupo cultural que até semana passada eu nem tinha real compreensão de que fazia parte, ou sequer que existia. Mas daqui de dentro, enxergo muitas peças que se encaixam perfeitamente e completam o quebra-cabeça que tem tirado o sono dos analistas políticos, e por isso acho que vale a pena tentar esclarecer e enriquecer o debate.

Para começar a explicação, vamos resgatar um termo que já saiu de moda, mas que curiosamente se encaixa melhor para explicar os eventos atuais do que qualquer jargão que surgiu desde então: Cibercultura. (….)

Leia o resto aqui.

Google reader

Amigos: o google decidiu extinguir o google reader. Sempre tive a política de disponibilizar todo meu conteúdo pelo reader, e sei que alguns preferem assim. Com o fim do reader, esses leitores podem ficar sem saber que o blog foi atualizado. Recomendo que quem queira continuar lendo o blog dê um outro jeito: há uma página dos meus blogs no Facebook e sempre atualizo os últimos posts no twitter. As atualizações deste blog sempre aparecem na página inicial do Sul21, pelo menos durante algumas horas…  Também é possível favoritar e dar uma passada aqui sempre, só para conferir as novidades. Enfim, só para avisar os desavisados.

Buscas no site

Eu sei que este é um blog sério e família, mas não resisti à tentação de colocar as coisas estranhas que trouxeram leitores a este blog. Lá vai:

caminhando dura depois de da o cu – Foi difícil assim, amiga?

só me aceitou no face pra não ser desagradável – Sei como é…

sexo com homens afegãos o que eles gostam? – Adoro buscas com taras específicas.

cu fora do normal – Tenho até medo de digitar isso no google…

estimulo virtual para caminhar – Caminhe, caminhe!

é muita vadia pra pouco – Esse nem conseguiu concluir.

caminhando para velhice e vc – Eu também, fazer o quê.

mulheres dando a vivera pro cavalo zoofilia – Ai…

como limpar book do banheiro – Pra gente que gosta de ler em todos os ambientes.

www.porno.pessoas.precisano.de.money.tubos.categores – Juro que não entendi.

zoofilia guia real 2013 tioria – Credo, tem guia, igual Guia Quatro Rodas?

mobidique livro – HAHAHAHAHAHA!

como o cisne negro mata o cisne branco documentario – Violência animal.

eu não amava animais – Que triste, amigo.

“sentir prazer sem sexo” – Ler um bom livro, dançar, comer…

nen sempre acredite no que te falam pode ser mentira – Concordo plenamente.

fotos de homens com o saco de fora – ….

videos pornos de maridos que levam suas esposas para se diverti com outras mulheris e outros homeis – Hahahahaha, amei o mulheris e homeis!

videos curtos video mulher gostosa traindo marido oficina – Tem que ser curto, se for longo ele perde a paciência.

todos os alunos da sétima b do samuel wainer 2013 – Esse quer organizar uma reunião de turma.

filmes porno com gozadas de jean val jean – Isso sim é gostar de Os Miseráveis!

muheres sem caus e sem sutam – Hein?

sonhar com buraco,mulher gravida e guaiamum – Buraco, grávida e… guaiamum?

Algo está muito errado. Ou muito certo.

Quando Bauman fala da liquidez das relações atuais, eu me vejo nelas. Quando a internet ainda começava a se popularizar, eu já estava aqui. Já deixei de lado muitas amizades virtuais com um simples apertar de botão, porque de alguma forma eles disseram algo que eu não gostei. Fiz sem o menor medo, e essas pessoas foram enterradas pelas muitas outras pessoas com conheci depois. Não conheço meus vizinhos, não tenho intimidade com muitas das pessoas que me encontram e sabem o meu nome. Chego no computador e me torno a Caminhante, e aqui me comporto diferente. Aqui, sou mais aberta e extrovertida do que no mundo real. Os que me lêem pela internet sabem mais da minha vida que minha própria família.

Mas o que dizer das amizades verdadeiras que fiz aqui? Das viagens com o único objetivo de conhecer amigos virtuais, pessoas de quem eu já gostava muito antes de olhar nos olhos. Acompanho virtualmente a vida desses amigos há anos, estou a par de suas mudanças sem que eles tenham que me dizer nada. Graças à internet, me relaciono com pessoas que jamais fariam parte do meu mundo, pessoas com estilos de vida tão diferentes que provavelmente não trocaríamos uma única palavra no mundo real. Quando ninguém à minha volta compartilhava dos meus gostos, na internet eu sempre encontrei quem pudesse trocar idéias comigo. Coisas que eu achava que me tornavam única ou que me pareciam incompartilháveis passaram a ser comuns. Aqui, deixei muitos complexos de lado, aprendi coisas novas e encontro calor.

As relações humanas nunca mais serão as mesmas. Bauman está certo em dizer que perdemos em constância, que as infinitas opções nos confundem, que perdemos a capacidade de nos relacionar com o que está próximo. Mas no meio de tudo isso – estranhamente – há constância, escolhas e relacionamentos.

Escrever pra quê e pra quem

Isso aconteceu durante uma aula do mestrado. Algumas pessoas acharam engraçadíssimo, a piada do curso. Outras, fecharam a cara, ficaram pessoalmente ofendidas. Alguns juraram que com eles seria diferente, que o trabalho deles estava destinado a ser relevante para o mundo.

– Durante a minha pesquisa – contava o professor da área de sociologia rural – eu descobri que o grande Fulano da Silva, da famosa família Silva do Mato Grosso, considerado o precursor a pecuária brasileira, não passava de um ladrão. Um la-drão. Era proibido trazer cabeças de gado de uma determinada raça aqui pro Brasil, e ele trouxe mesmo assim, tudo ilegal, escondido em navios que passavam pela Amazônia…
– Mas, professor, o senhor chamou o Fulano da Silva de ladrão no seu trabalho, com todas as letras? E a família Silva não ficou aborrecida?
O professor estava começando a argumentar, quando um aluno da área de cultura, até então alheio à discussão, interviu:
– E você acha que a Família Silva leu o trabalho dele? Ninguém leu, ninguém sabe se ele chamou de ladrão ou não. Você acha que alguém vai ler os nossos trabalhos? O que a gente faz na academia fica na academia mesmo, só nossos orientadores é que lêem e olhe lá!

Engraçado ou não, isso é muito verdadeiro. Senti essa dificuldade quando me propus a escrever este blog. Pensei em colocar algumas coisas que escrevi em de tantos anos de discussões e trabalhos. Mas nada se aproveitava. A necessidade de atender às normas científicas, fazer citações, colocar bibliografia e, principalmente, de utilizar o jargão, tornam tudo o que escrevi na academia próprio apenas para ela. Por outro lado, eu sei que por mais interessantes que sejam os textos que coloco aqui, por mais sociológicos que pareçam certos insights, nada disso teria relevância ou poderia ser plagiado pra ser transformado num artigo científico. Se alguém quiser utilizar alguma das minhas idéias, terá que pesquisar tanto e colocar tanta bibliografia no meio que se tornará um trabalho inédito…

Circuntâncias pessoais difíceis me afastaram da academia, de uma maneira que eu considero definitiva. Perderei em títulos – daqueles que adornam paredes, fazem com que as pessoas nos olhem como gênios e garantem remunerações maiores. Ao mesmo tempo, com este blog atingirei muito mais pessoas e terei muito mais liberdade na hora de escrever (claro que não o suficiente para compensar a bolsa que perdi, *suspiro*). Quando você se propõe a pesquisar um tema, é ele quem te ocupa em todas as suas leituras, todas as notícias que você procura, todas as suas formas de olhar a realidade. Não que outras coisas não despertem interesse, mas na academia o pêlo no ovo que cada um se propõe a pesquisar torna-se seu amor e sua prisão. No blog, posso falar de família, cinema e teorias conspiratórias sem o menor receio.

Sociólogos costumam nutrir antipatia por os jornalistas, pela tendência dos últimos à simplificação. Um exemplo clássico é chamar um especialista e fazer as perguntas de maneira mais básica, pedir para resumir uma questão em poucas palavras e falar da maneira mais simplista o possível “para que a pessoa que está em casa entenda”. Como se todos os que estivessem assistindo a TV naquele instante fosse ignorantes e quisessem permanecer assim. Ao invés de tentar aumentar o nível do debate, jornalistas são acusados de nivelar constantemente por baixo. Assim dá a impressão de que só existem duas maneiras de discutir um assunto: a profunda, acadêmica, hermética e cheia de jargões, inascessível a quem não é da área; a coloquial, simplificadora e senso comum, veiculada pelos meios de comunicação e que atinge todas as camadas.

Não acredito que seja assim, e blogs mostram constantemente isso. Eles são mais rápidos e acessíveis, utilizam uma linguagem que atinge diversos tipos de público. Promovem debates interessantes e muitas vezes superam a imprensa tradicional. É possível passar o dia inteiro na internet lendo piadas, mas também é possível ter acesso a pessoas e informações que de nenhuma outra maneira seria possível. Mais do que uma simples exclusão, acredito que aqui é possível buscar uma discussão de qualidade, numa linguagem que permita que o conteúdo possa ser digerido por muitos. Aquilo que, num passado distante, buscavamos da ciência.