Visita frustrada a sebos

Não sei o que vocês acham, mas pra mim existem sebos e sebos. Alguns são tradicionais, de pessoas que conhecem e amam livros. Outros são mais um amontoados de papéis, de quem vê neles apenas mais um negócio. Você vai nesses sebos e eles não fazem a menor idéia de quem é o autor, se o livro é um clássico ou não. Uma vantagem disso estaria justamente na ignorância, na possibilidade de achar um livro valioso mal classificado. 

Estou tentando comprar Guerra e Paz. Nunca compro livros mas desta vez achei que merecia. Com a intenção de ler e doar pra Biblipote depois. Na Estante Virtual tem muitos, o que me fez pensar que seria fácil encontrar em sebos reais. Não foi. Não achei em nenhum dos quatro sebos que fui ontem. Nos sebos ruins tive que ouvir as perguntas: qual o assunto do livro? Tolstoi é estrangeiro? Até aí normal, ruim mas normal. O que me deixou frustrada foi que em dois deles as atendentes procuravam o livro apenas na estante das edições de bolso – uma da Martin Claret e outra da LP&M (que tinha os volumes 2 e 3, mas não tinha o 1). E as outras estantes? “Ah, se não tiver aqui é porque não tem”. Teimosos, ainda fomos procurar nas estantes. Íamos até o T, para descobrir que a classificação dos livros na estante é pelo Nome e não pelo Sobrenome do autor. Ou seja, Tostoi estaria no L, de León…

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Depois de publicar o post, visitei mais dois sebos. Em um deles, me ofereceram um Guerra e Paz da Companhia das Letras. Era uma versão reduzida, em um único volume que não deveria ter nem duzentas páginas. Pobre Totô!