Fora de série – Outliers, por Malcolm Gladwell

Acho que qualquer pessoa que tenha noção de história ou sociologia não se surpreenderá com a afirmação abaixo:

Os legados culturais são forças poderosas. Possuem raízes profundas e vida longa. Persistem, geração após geração, praticamente intactos, mesmo quando as condições econômicas, sociais e demográficas que os geraram já desapareceram. Eles desempenham um papel tão importante no direcionamento de atitudes e condutas que não podemos entender o mundo sem eles. (Parte II – Legado, cap. 6: Harlan, Kentuck)

O que torna o livro Fora de série – Outliers tão marcante é a maneira como ele consegue fazer esta afirmação se tornar muito próxima – muito mais do que o mero reconhecimento que nosso passado escravocrata ou a maneira como as mulheres eram tratadas tem alguma influência em quem somos hoje. Acredito que a escolha da editora, ao colocar na capa: “descubra por que algumas pessoas têm sucesso e outras não”, tenha sido dar ao leitor a impressão de que se trata de um livro de auto-ajuda, o que para mim foi um ponto negativo. Contrariamente ao gênero auto-ajuda, que bate na tecla do talento e esforço individual, Outliers ressalta contextos que costumam passar ignorados justamente porque a noção de meritocracia nos é tão cara. Logo no primeiro capítulo, o autor nos fala da liga de hóquei no gelo canadense, a melhor liga de hóquei do mundo, com atletas selecionados e classificados de acordo com suas capacidade desde crianças, com patamares de seleção contínuos que levam apenas a habilidade individual, sem qualquer outra influência ligada a renda ou família. E consegue nos provar que um critério aleatório garante o sucesso de algumas crianças e condena outras a jamais conseguirem se tornar profissionais. A descoberta foi feita por um psicólogo que, ao examinar a lista de jogadores profissionais, percebeu que quase todos haviam nascido em janeiro e fevereiro, poucos em março e nenhum dos meses seguintes.

Simplesmente no Canadá a data-limite para se candidatar às ligas de hóquei por idade é de 1º de janeiro. Um menino que faz 20 anos em 2 de janeiro pode, então, jogar com outro que não completará 10 anos antes do final do ano – e, nessa fase da pré-adolescência, uma defasagem de 12 meses representa uma diferença enorme em termos de desenvolvimento físico.

Tratando-se do Canadá, que é o país mais louco por hóquei do mundo, os treinadores começam a selecionar atletas para as equipes de elite – os times de primeira linha – na faixa de 9 a 10 anos. Por isso, tendem a considerar mais talentosos os jogadores maiores e com melhor nível de coordenação, que têm a vantagem daqueles meses extras de maturidade física.

E o que acontece quando um jogador é escolhido pela equipe de elite? Ele recebe treinamento de mais qualidade, seus colegas são melhores, disputa 50 ou 70 partidas por temporada em vez de 20 (como os que são relegados às houses leagues) e pratica duas ou até três vezes mais do que normalmente faria. No princípio, sua vantagem não é tanto possuir uma superioridade nata, mas apenas o fato de ser um pouco mais velho. No entanto, quando chega aos 13 ou 14 anos, por ter se beneficiado de um treinamento de alto nível e daquela prática extra, ele é de fato melhor. (Parte I – Oportunidade/ Capítulo 1 – Efeito Mateus 4.)

Para provar a força dos seus argumentos, o autor pega aqueles que nos parecem os maiores exemplos se pessoas fora de série: Bill Gates, Mozart, QIs altos, self-made-men. O único momento que se pode considerar auto-ajuda nesse livro é o reconhecimento do esforço, a necessidade das ditas 10 mil horas que o cérebro precisa para que alguém seja expert em qualquer atividade. O que vemos nas histórias estudadas é a força do contexto, tanto no mais imediato quanto família, para que escola foi mandado, o que faz nas férias de verão; no mais amplo, qual a região onde vive, a que políticas públicas teve acesso, o que faziam seus ancestrais, como a sua linguagem se organiza. Há a citação de um estudo relativo à importância que se dá à hierarquia, o quanto que um subalterno pode falar livremente com seu superior hierárquico sem que a relação entre os dois fique abalada – costume que dentro de certos contextos, como a colaboração entre pilotos em caso de perigo, pode se revelar fatal. O país que encabeça a lista como promotor de maior distância social é o Brasil. Este dado é apenas uma nota de rodapé no livro, mas fará o leitor daqui pensar… Por ter uma linguagem acessível e ser recheado de exemplos, a vontade de mandar todo mundo Outliers, especialmente o amiguinho que acredita piamente em meritocracia. E esse amiguinho perceberia, no fim da leitura, que é o reconhecimento dos outros fatores é um fardo muito menos pesado do que o mérito.

Carmen Miranda, de Ruy Castro

Em termos de pesquisa, esta é a biografia mais impressionante que eu já li, e olha que sou apaixonada pelo gênero e li muita coisa boa. Ruy Castro se adianta a toda a qualquer curiosidade que o leitor possa ter e cobre todos os aspectos de tudo o que cerca Carmen: ficamos sabendo como era rua da primeiro endereço da família Miranda, o que a mãe de Carmen servia nos almoços, o que se ouvia nas rádios, o que era normal e permitido na época, a graduação formação daquele que seria do estilo Carmen – plataformas, turbante, barriga de fora, acessórios, cores e a alegria esfuziante – os namoros, as rotinas em shows e gravadoras. Da fase americana, ele nos informa dos gostos do público, descreve os locais onde Carmen cantava, opina sobre cada um dos seus filmes, conta fatos da vida de cada uma das muitas estrelas hollywoodianas que passaram pela vida dela, o impacto de Carmen na moda e as exigências que a vida nos EUA lhe impuseram. O resultado é uma qualidade de leitura que nos parece um romance, onde o leitor se vê transportado pra uma época nos seus detalhes mais deliciosos.

Por ser “alegre, bonita e comunicativa”, Caruso promoveu-a da oficina para o balcão, onde ela se tornou sua melhor funcionária, capaz de vender qualquer peça. Diante de uma cliente em dúvida sobre se um determinado chapéu lhe ficava bem, Carmen fazia uma demonstração: sacudia a cascata de cabelos, prendia-os e experimentava o chapéu em si mesma. Como tudo assentava em Carmen, a cliente se via como em um espelho, convencia-se de que ficaria linda e acabava levando o objeto. Certo dia, aconteceu de Carmen estar andando na rua, usando um chapéu de sua própria invenção, e ser abordada por uma mulher que lhe perguntou onde o tinha comprado. Ao saber que ela o havia criado, fez-lhe ali mesmo, na calçada, uma oferta por ele – que Carmen, achando graça, aceitou. (p.24)

Em entrevista pro Roda Viva, Ruy Castro diz que um dos requisitos fundamentais para fazer uma biografia é que o personagem de alguma forma o apaixone. E quanto mais detalhes ele nos revela sobre Carmen, mais apaixonado o leitor fica. Linda, generosa, divertida, inteligente, rápida, apaixonada, parecia ser impossível ficar indiferente ao charme dessa mulher. Dá a impressão de que ela seria a melhor no que quer que fizesse, nem que fosse virar fabricante de chapéus. Sua presença transformava qualquer lugar numa embaixada do Brasil, reunindo o talento em torno de si e transbordando calor. Como profissional, mereceu e trabalhou duro por cada palmo do que conquistou – excelente cantora, podia conhecer a música no próprio estúdio, pouco antes de entrar, e a gravação ficava perfeita. Nos filmes, era conhecida por ser a “garota de um único take” pelo mesmo motivo. Nunca faltava um compromisso, por pior que fosse a logística – seus adereços exigiam organização e espaço para serem transportados – ou seu estado de saúde.

Ali, as paredes do Broadhurst esqueceram-se de que já tinham ecoado os textos de Ibsen, Shaw e O´Neill, e trataram de se adaptar aos novos tempos. Carmen “cantava” com as mãos, os olhos, os quadris, os pés – “O que é que a baiana tem?”, “Touradas em Madrid” e “South American Way”, pela nova ordem – e todo um repertório de meneios, dengos e chamegos que dispensavam tradução. Ninguém entendia uma sílaba do que ela dizia, exceto o verso “Souse american way”, que arrancou as infalíveis gargalhadas. E nem era preciso. Carmen estava falando numa língua que a platéia de Nova York, habituada às grandes estreias, estava farta de entender: a do talento, talvez do gênio. A Broadway já operara aquela química muitas vezes – entre duas cortinas, transformar uma estreante numa deusa. Quase dez minutos depois, o número de Carmen e o primeiro ato de Streets of Paris terminaram e apoteose e consagração. Entre drinques, cigarros e cafés do intervalo, e já vazando para as ruas em volta do teatro, só um assunto interessava: Carmen Miranda. (p.210)

Ela sonhava em casar e ter filhos, mas como resistir aos apelos do mundo que a puxavam cada vez mais alto? Jamais foi esquecida pelos seus grandes amores Mario Cunha, Carlos Alberto da Rocha Faria e Aloysio de Oliveira, mas nenhum deles a assumiu. O dinheiro não parava de entrar, os filmes, shows e convites tornavam sua rotina impossível. Um dos motivos da morte prematura de Carmen foi o fato de jamais ter conhecido a decadência, que a teria dado tempo de parar. Quando sua carreira nos EUA estava começando a decair, a Europa a reacendeu, ávida por encontrar os ídolos dos filmes que viam durante a guerra. As férias e as visitas ao Brasil eram sempre adiadas, assim como a necessidade de cuidar da sua saúde.

Eram quase quinze anos de um processo longo e inexorável. Começara no dia em que uma cápsula para dormir exigira outra para acordar. Tempos depois, a cápsula para dormir exigira outras cápsulas para dormir; e a cápsula para acordar, outras cápsulas para acordar. Um drinque cancelara uma cápsula e exigira outra cápsula. Essa cápsula cancelara o drinque e exigira outros drinques. Em meio à ciranda, as cápsulas e os drinques haviam cancelado uma quantidade de neurônios e, apesar dos recentes esforços de seu médico no Rio, Carmen já não sabia onde ficava a entrada a ou saída do infernal labirinto em que sua vida se convertera. (p.541)

Como outros artistas da sua geração – Marilyn Monroe e Judy Garland, por exemplo – Carmen foi vítima da união de dois fatores: a massacrante indústria do cinema e o abuso de remédios, cujos efeitos se desconheciam na época. De mulher saudável, forte e bem humorada, aos quarenta ela foi convertida a uma pessoa doente, com alterações de humor, crises de paranoia e aspecto envelhecido. O livro é belíssimo até mesmo no desfecho: somos conduzidos até aquela última noite, cheia de planos e o insuspeito fim – exatamente como a morte costuma ser. E o leitor acorda para um dos maiores nomes que a música brasileira já teve, tão presente nas milhões de figuras caricatas e turbantes que até nos esquecemos o porquê.

Talento

Ah, o talento! Questão que atormenta todos os que se dedicam a uma arte. Quem não se sentiu um pouquinho que seja como Salieri, o invejoso personagem de Amadeus, ao ver alguém fazer melhor e com mais facilidade alguma coisa que você ama? Existem muitas discussões sobre o talento ser algo que o indivíduo carrega puro dentro de si, ou se é conquistado. Sobre o que ninguém tem dúvida, é que o talento existe. E ele possui algumas características, que tentarei desvendar.

 

(Eu deveria ter colocado exemplos de várias expressões artísticas, mas acabei privilegiando a dança. Além de ser a forma de arte na qual estou mais envolvida, achei que ficou mais interessante assistir videos do que clicar em fotos)

Talento é diferente de técnica

… mas se beneficia com ela. É importante ressaltar isso porque já vi mais de uma pessoa que faz questão de não estudar, de não ler sobre o assunto, não ver o que os melhores da sua área fizeram com medo de que isso estrague a pureza do seu talento. Nada mais errado. De nada adianta ter uma certa facilidade e não aprimorá-la. Sem a técnica, a arte se enche de ruído, de equivocos, de coisas que precisam ser relevadas pelo expectador. Quando há muitos erros em torno, o talento fica misturado em meio às imperfeições. Um talento verdadeiro encontra na técnica um instrumento de ajuda. A perfeição técnica permite alcançar a liberdade; a única preocupação, depois disso, é conseguir se expressar.

 

 

Escolhi um video do Baryshnikov porque ele é muito técnico, com eixo e acabamentos incríveis (oito giros seguidos e termina com perfeição todas as vezes), mas também um grande intérprete. No final do video mostra dois bailarinos que estavam no palco, fazendo figuração, impressionados com o espetáculo. Mas Baryshnikov também é muito expressivo, passa uma força e masculinidade no palco que dá vontade de… ir abraçá-lo. Ele tem apenas 1,68, o que para um bailarino é uma desvantagem. Nos pas de deux, o bailarino deve ser pelo menos na altura da bailarina, que fica cerca de 10 cm maior nas pontas. Mas técnico e talentoso desse jeito, não tinha como não colocar Baryshnikov como primeiro bailarino.

Talento pode ser perdido ou estragado

Infelizmente. Talento não é algo tão abstrato assim. Ele não está imune à exagero de sexo, drogas e rock´n roll. Ele é sensível a separações, crises existenciais, tragédias pessoais. Nem todos que são talentosos quando criança conseguem crescer e se manter à altura. O talento pode sumir, pode voltar, pode nunca mais voltar. Algumas vezes o talento parece ser só um momento, como aquelas bandas de apenas um sucesso. Dá pra considerar perda de talento quando o artista vive de um sucesso passado, uma fórmula que um dia funcionou e agora é apenas repetição. De certa forma, esperamos que o artista sempre se renove, pesquise, mantenha um olhar diferente sobre o mundo e nos comunique.

Escolhi Camille Claudel por ser um dos artistas que mais me toca. Sua história trágica, cuja culpa muitos atribuem (injustamente) apenas a Rodin, tornou Camille uma dessas artistas famosas por reforçarem a idéia de artista como incompreendido. A força dessa história nos a duvidar do seu talento, se ela não é famosa apenas por causa da biografia. Mas quando olhamos os trabalhos de Camille Claudel, é impossível não se sentir comovido. Um dos meus sonhos é poder ver as peças dela pessoalmente. Nunca canso de olhar para esta peça, La Valse – a maneira como a mulher foge e se entrega, como o homem a puxa para si com força e delicadeza, o movimento envolvente de ambos. É uma pena pensar que alguém com um talento desses não encontrou todas as possibilidades que podia e que sucumbiu à própria doença.

Talento é pessoal e intransferível

Imitar alguém talentoso ou ser filho de alguém talentoso não nos torna talentosos; às vezes nem ao menos uma inspiração é possível. Em outras palavras, é como se cada obra tivesse uma personalidade, e a personalidade dos talentosos fosse inconfundível. Você pode não gostar, você pode até mesmo achar horrível e dizer que não é arte, mas você nunca será indiferente. Dentre tantas coisas que existem no campo artístico, todas tentando seu espaço e querendo dizer algo novo, a capacidade de ser inconfundível é um grande mérito. O olhar, o gesto, a forma de tratar um tema, de certa forma, nascem e morrem com a mesma pessoa.

Eu vi o quadro Jardim das Delícias de perto. Passei o dia inteiro no Museo del Prado, fiquei umas seis horas lá dentro. Saí zonza. Com o tempo, tudo vai ficando bastante parecido – óleos bem feitos, detalhes, anjos, naturezas mortas, etc. Até que eu entrei numa sala e uma tela amarela brilhava no meio dela. Me senti renovada na vontade de olhar. Era ele, o Jardim das Delícias. Com meus poucos conhecimentos de pintura, tentei analisar a estrutura do quadro, o que era centro, que recursos usou, quais as simetrias, e o quadro resistiu à tudo. Tudo nele é único. Não precisa de muito pra olhar um Bosch e saber que é um Bosch.


Talento se revela nos primeiros segundos

É como se o encanto chegasse antes mesmo da obra. Enquanto o comum precisa de muito tempo, de muita análise e que prestem atenção na dificuldade do que ele faz e no valor da proposta, o trabalho cheio de talento agrada de primeira. Ele nem ao menos precisa que o público saiba o que ele fez, tecnicamente falando. É um trabalho que agrada, que toca, que mexe com alguma coisa, mesmo que não saibamos explicar o que aconteceu.

 

Eu já vi esse video do Antonio Gades tantas vezes que já perdi a conta e verei outras tantas ao longo da minha vida. Não dura nem dois minutos. Começa com ele erguendo os braços, uma coisa tão simples que qualquer um pode imitar. Mas não com a mesma solenidade que ele. A gente o vê erguendo os braços e fica na expectativa. Existe tanta personalidade nesse gesto que ele nada tem de banal. E quando Gades começa a dançar, ele faz o que quer com a nossa atenção. Nos perdemos quando ele é rápido, ficamos hipnotizados com a precisão dos braços, um simples mover de mão parece importante.


Talento se impõe

É sempre a mesma briga: pelos melhores papéis, pelo melhor lugar no palco, pela melhor coreografia, por mais tempo no video, pelo melhor lugar da galeria. Porque existem essas divisões, coisas estratégicas que aumentam a visibilidade. Ao mesmo tempo, todos sabem que isso, por si só, não garante nada. Fazendo uma ponta, falando pouco ou nada, num cantinho, alguém com talento é capaz de se destacar. Por mais simples que seja o tema, o gesto, a proposta, uma pessoa de talento fará aquilo com uma qualidade, com uma personalidade, que chamará atenção. Ou o contrário – fará algo complicado parecer muito simples, tamanho o apuro no que faz.

 

 

Muita gente não gosta de ópera. Pra essas pessoas, é um dramalhão exagerado, comprido, com atores gritando no palco. Mesmo que você seja um desses, dê play neste video. É Maria Callas cantando Carmen. Mesmo quem não sabe o enredo da ópera, e não faça a menor idéia de quem é Maria Callas, que tipo de voz ou amplitude vocal ela tem, do porquê ela ser considerada uma das grandes, é capaz de perceber que ela é ótima. A gente ouve Callas cantar e se sente interessado, comovido. Isso é talento.

Talento é surpreendente

O talento renova. E pode renovar de duas maneiras diferentes, até mesmo opostas: uma, pela capacidade de fazer algo que ninguém jamais teria pensado. É o caso das rupturas artísticas radicais, nos novos movimento, novos temas e novas cores. Outra maneira de surpreender é dentro das próprias convenções, renovando-as. O talentoso olha para o que todos conhecem e consegue extrair um sentimento novo. Algo que era engessado, apenas uma convenção, consegue voltar ao princípio e transmitir o mesmo da primeira vez.

 

Este video virou febre na internet. Eu acompanho o programa e vi no dia em que foi passado. As razões do sucesso dele não são difíceis de entender, o video é um conto de fadas moderno: o rapaz pobre é desacreditado pelas pessoas, mas ele se mostra tão talentoso que todos são obrigados a se render diante de sua grandeza. Quando vi o John Lennon dançando, não fiquei plenamente convencida. Achei que foi um golpe de sorte, que ele só sabe fazer braço de cisne e nunca mais apresentaria algo tão bom. Depois vi ele dançando outras coreografias, nas outras etapas do programa, e me rendi. Ele tem muito talento sim e tem a capacidade de renovar o que quer que ele se proponha a dançar.